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Benficatecomneve

Blogue sobre benfiquismo, tudo e mais alguma coisa. Pleno de sentido de humor e informação verificada.

Benficatecomneve

Blogue sobre benfiquismo, tudo e mais alguma coisa. Pleno de sentido de humor e informação verificada.
27.02.25

Benfica 1 - Braga 0 Taça de Portugal


Fernando Tomás

Futebol champanhe do Benfica durante praticamente 65 minutos.

Várias boas exibições e até de Samuel Soares, sobretudo com os pés pois não foi obrigado a mais graças á nossa competência defensiva e um par de remates transviados do Braga.

Uma das melhores primeiras partes deste ano da equipa.

A única oportunidade do Braga foi um cabeceamento de Račić, que passou a rasar o poste esquerdo de Samuel após o primeiro quarto de hora de jogo num canto.

O Benfica criou e desaproveitou imensas oportunidades de golo sobretudo por Pavlidis, Bruma, Aktürkoğlu.

Desperdiçámos as oportunidades de golo em pequenos pormenores, seja na assistência, posicionamento ou na finalização.

O jogo poderia perfeitamente ter ficado resolvido na 1ª parte com mais 3 ou 4 golos e pelo menos muito controlado antes do intervalo quando Kökçü e Bruma chegam atrasados a um golo cantado assistidos por um cruzamento de Carreras.

Temos de ser mais eficazes e ter mais sorte na finalização nos jogos com o "VARcelona".

Pavlidis foi mais uma vez decisivo - além de protagonizar uma das, senão a melhor exibição em campo - ao apontar o 1-0 aos 39 min (a mais um bom passe de Dahl) com um remate fulminante, forte e sem defesa, pois apesar de nem ser muito colocado, não foi á figura de Horníček e este nada pôde fazer. A tal sorte necessária nos remates executados em força pois quando são enquadrados já são executados de forma competente.

Um ou outro lance duvidoso mas que tanto João Pinheiro como o VAR Tiago Martins decidiram bem.

Mesmo uma suposta falta de António Silva (52 min) que divide muitas opiniões mesmo as "especializadas" e num corte com o pé alto de Otamendi (68 min) - ambos os lances no interior da área - este corta apenas a bola, pelo que mesmo os mais "aziados" podem apenas reclamar um livre indirecto por assinalar. Não me parece falta sequer, e como até prova em contrário não existiu contacto mas apenas um corte limpo, foi mais um lance bem decidido pelo juíz de campo.

Não gostei do livre perigoso com cartão amarelo para Otamendi mesmo a acabar o jogo (94 min) pois o capitão do Benfica nem falta fez.

As substituições de Bruma e Tomás Araújo por Belotti e Leandro Barreiro aos 66 min não resultaram muito bem, o Braga conseguia construir em ataque posicional apesar de não criar oportunidades, mas tal dominio territorial foi completamente controlado com a correcção - até para refrescar - aos 79 min, entraram Schjelderup e Amdouni para o lugar de Dahl e Pavlidis, regessando assim o Benfica à estratégia de apenas um 9.

Aos 92 min ainda entrou João Rêgo para o lugar do esgotado Aktürkoğlu, que talvez pudesse ter saído mais cedo.

Estamos nas meias finais e com um pé no Jamor em função do próximo adversário (com todo respeito pelo Tirsense).

Foi um jogo muito entusiasmante.

 

CIRCUS MAXIMUS   (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

 

Continua sem qualquer tomada de posição da parte da FPF a maior escandaleira do sistema de VAR (no jogo AVS - SCP) o qual defendo "com unhas e dentes".

 

Muito se opina sem falar no essencial e de tudo o que vi, a única excepção foi o comentário do Jaime Cancella de Abreu no programa em que participa na V+ (canal 18).

Muitos até com larga experiência no mundo do audiovisual confundem o acessório com o indespensável.

Não é a resolução das câmaras de aparente aplicação em CCTV que interessa muito para avaliar imagens paradas (frames) apesar de ser importante saber também a capacidade de resolução das mesmas.

O que é indispensável é saber da FPF qual a capacidade de recolha destas, ao nível de nº imagens por segundo (frame rate).

A avaliação dos foras de jogo por parte do VAR é uma das poucas tarefas objectivas, que não obedece a critério nenhum a não ser o cumprimento da lei, que é clara e sem margem para segundas interpretações (excepto no caso da avaliação do fora de jogo passivo ou activo de um jogador). E implica também a existência dos necessários meios técnicos.

Caso as ditas câmaras de CCTV possuam um frame rate inferior às que são utilizadas para estabelecer o momento do passe, só por mero acaso e muito mas mesmo muito improvávelmente será possível nas câmaras CCTV escolher a imagem correspondente (no mesmo instante temporal) para colocar os referenciais de posição do avançado e penúltimo defesa (isto negligenciando a dificuldade em colocar os ditos referenciais em imagens pouco nítidas pois implica a sua ampliação o que diminui a respectiva nitidez).

E o problema é que parece que dificilmente estas câmaras terão a mesma performance a este nível ou não se assistiria a um silêncio ensurdecedor há 4 dias, da parte da entidade que gere o sistema de VAR. A FPF.

Para brincar um pouco com o assunto, seria como se fosse aceitável ter dois radares de controlo de velocidade no espaço de 100 metros um do outro na auto estrada, uma viatura fosse detectada em excesso de velocidade no primeiro radar e no segundo já  cumprisse os limites de velocidade.

Quão ridículo seria se a 1ª transgressão fosse negligenciada e passasse incólume pelo cumprimento da lei detectado no segundo aparelho de medição de velocidade instantânea.

Pelo que estou a ver será melhor esperarmos sentados pela clarificação da FPF, já não bastava a eterna polémica em redor da escolha do frame no momento do passe, para o VAR avaliar o fora de jogo de forma indiscutível.

 

Agora temos todo o tempo para preparar o jogo com o "VARcelona" o melhor possivel e Bruno Lage já informou que Trubin será titular (para minha satisfação), apesar das garantias que a alternativa de Samuel oferece.

 

Carrega Benfica!

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25.02.25

Benfica 3 - Boavista 0


Fernando Tomás

Foi um jogo muito entusiasmante, o que a seguir da obtenção dos 3 pontos é o mais importante para os benfiquistas.

A equipa contra um já previsivel debilitado Boavista não deixou de carregar no acelerador do principio ao fim, construindo muitas jogadas de golo - até cantado - e só alguma sorte do guarda redes e azar dos nossos jogadores impediu uma goleada das antigas.

31 remates dos quais 14 enquadrados explicam o ataque avassalador do Benfica.

Muito se falou na exibição estrondosa de Vaclik, não discordo que se tenha exibido a um nível muito alto mas muitas das defesas consideradas como muito boas, eu considero sorte por se encontrar no sítio previsível e as bolas irem precisamente ao seu encontro e serem perfeitamente defensáveis.

A maioria dos remates enquadrados foram executados "em força" e nestes a principal eficácia é precisamente visarem a baliza, a colocação destes face ao posicionamento do guarda redes é meramente uma questão aleatória a meu ver.

Vi uma defesa extraordinária de Vaclik quando defende um remate de Pavlidis por instinto, já depois do 2-0.

Várias boas exibições no Benfica com destaque para Bruma, Belotti, Kökçü, Carreras e Dahl.

Dahl que para mim teve a "maior nota artística" quando assiste Carerras de primeira aproveitando uma bola tensa ainda no ar e desmarcando o espanhol para o um cuzamento que Bruma não conseguiu desviar com sucesso para golo, por centímetros.

Jogada que merecia golo.

Desta vez os assobiadores guardaram o assobio que estou certo regressará em próximos jogos, quando a equipa ou algum jogador especificamente mais precisar do apoio de todos os adeptos.

Alguns não compreendem o total significado do nosso lema - E pluribus unum - isto para nem falar no efeito da contestação quando o que estes querem é mais e melhor.

A registar também uma pequena preocupação com a blindagem do balneário pois não compreendo, como se possa saber da inteligente titularidade de Samuel Soares, horas antes de divulgado publicamente o 11.

Se é para divulgar antecipadamente, que Bruno Lage o faça na conferência de imprensa de pré jogo, como o fez com Leandro Santos nos Açores.

Agora é "manter Belhotti carregado de Viagra" para o jogo com o Braga da Taça de Portugal que a equipa está bem e recomenda-se apesar das contrariedades.

 

CIRCUS MAXIMUS (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

 

Entrevista polémica - não a meu ver que assisti na íntegra e com o devido desconto de se tratar de acto defensivo e de propaganda sportinguista como tem de ser - de Frederico Varandas despoletou a natural pressão adicional sobre a arbitragem que o presidente sportinguista diz querer erradicar assim como o critério díspar dos árbitros.

Algo possível de minimizar mas jamais de abolir, como confirmaram os erros de arbitragem, comunicados do SLB e FCP e contra-respostas que se seguiram.

Nem de propósito, no jogo com o AVS assistimos a uma autêntica revelação de meios à disposição do VAR e decisões muito polémicas.

Na ausência de esclarecimento da FPF que seria muito pertinente para esclarecer todos, ficámos a saber ser tudo normal pelos experts - do que lhes convém. As câmaras já existem à muito tempo - e ainda bem - e o fora de jogo no segundo golo do Sporting não pode ser analizado pelo VAR pois pertence a "outra jogada".

O mais hilariante e preocupante para mim é neste momento esclarecer como é possível sincronizar o mesmo frame entre duas ou mais câmaras com diferente performance - é muito rara a possibilidade - de registo de imagens por segundo e determinar o essencial.

O momento exacto do passe para colocar os referenciais de posicionamento no avançado e penúltimo defensor em diferentes fontes de imagem.

Já não é nada preocupante por estar habituado e conviver bem com isso, a conclusão que alguns opinadores profissionais retiraram da intervenção do VAR no lançe do segundo amarelo a Diomande. Um lance de possível força excessiva foi criticado por ser "completamente descabido", uma "Caixa de Pandora", uma "vingança por decisão anterior do árbitro principal", um "indesculpável precedente" e outros mimos à intervenção do VAR. Inclusive argumentando que o próprio Veríssimo decidiu como negligente quando antes criticaram ter "branqueado" a agressão do mesmo Diomande no penalti bem assinalado e alertado pelo VAR.

De repente uma intervenção passou a ser vista com intencionalidade "manhosa" ao contrário de todas as anteriores ou inúmeras ausências de intervenção do VAR também muito discutíveis em todo o historial do VAR.

Continua também a indignação pelo respeitoso silêncio institucional de Benfica e Sporting face ao falecimento de Pinto da Costa.

Sobre isto vou opinar uma última vez de forma séria e sem caricaturar de forma alguma, apesar de saber que será um assunto a motivar ainda muitas queixas, transparentes comunicados e até a vergonha eterna sentida por alguns.

Apesar do silêncio jamais poder ofender alguém.

Na minha e salvo melhor opinião, instituições como o Sport Lisboa e Benfica obedecem a prioridades na sua função institucional.

 

As duas primeiras são respectivamente o cumprimento da lei e de seguida a representatividade dos interesses e vontade da maioria dos seus sócios e adeptos.

Portugal e também o Benfica têm obrigações de laicidade embora tal não tenha parecido ser o caso no parlamento esta semana, na votação do voto de pesar, com uma única abstenção de um deputado eleito pelo círculo do Porto - adivinho-lhe futuras contrariedades pela corajosa posição. Não me revejo noutro sentido de voto que não a da respeitosa abstenção.

A posição institucional e não pessoal de Presidente da República, 1º Ministro e Presidente da AR muita conversa mereceriam.

Para os adeptos do Benfica que se sentem envergonhados com a posição do clube e preferem ignorar o pensamento da maioria e o descrito anteriormente, a CMTV fez um oportuno televoto que apesar da relevância destes não nos impede de concluir que a maioria dos que telefonaram - 75% a favor do silêncio e 25% contra - manifestaram o sentimento geral que se detecta nas conversas de rua e nas redes sociais sobre este tema.

Os 25% que votaram contra não serão certamente todos ou maioritariamente benfiquistas...

Os benfiquistas descontentes terão contudo à sua disposição na condição de associados e não sendo fazendo-se sócios para em oportuna assembleia geral, proporem à discussão a correcta posição institucional a tomar por parte do clube.

Aproveitam a ocasião e propõem o reatamento de relações institucionais com o FCP que foram decididas por sócios em AG serem cortadas e que têm de ser cumpridas pelos presidentes do clube.

 

Carrega Benfica!

19.02.25

Benfica 3 - Mónaco 3 Champions League


Fernando Tomás

Um empate com sabor a vitória que vale o merecido apuramento para os oitavos de final, com todo o prestigio, encaixe financeiro, valorização de activos e confiança que representa para a Benfica SAD.

 

O clube mais um ano voa bem alto na Champions League e a receita já vai em 71,4 Milhões, os rankings oficiais não são por acaso.

 

Foi um jogo inicialmente muito centrado nos duelos individuais e com a pressão monegasca a fazer-se sentir desde o 1º minuto, pois mostraram-se mais fortes nas disputas de bola mas também na organização defensiva.

 

Podiamos ter sido mais eficazes no domínio do passe mas a superioridade do factor físico do adversário fez a diferença.

 

A equipa do Benfica lutou todo o jogo para manter o apuramento vivo e apesar de todas as reviravoltas no resultado, nunca se "encontrou eliminada" e na maior parte do tempo de jogo esteve inclusive "apurada".

 

O Benfica faz o 1-0 aos 22 min., numa boa recuperação de bola e cruzamento para a área onde apareceu Aktürkoğlu a faturar. Destaco o trabalho de de Pavlidis na esquerda que perante 2 adversários não podendo finalizar, iludiu ambos e assistiu primorosamente o Harry Potter.

 

O Mónaco não se foi abaixo e ripostou, dois jogadores adversários exibiam-se a um nível muito alto, o Ben Seghir e Akliouche e desta vez marcaram com um remate traicoeiro para Trubin a entrar entre ele e o 1º poste.

 

E assim terminou a 1ª parte, 1-1 no resultado, com superioridade do Mónaco, sobretudo no meio campo e com o Benfica a ter de fazer mais no segundo tempo para garantir o sucesso na eliminatória.

 

Depois do intervalo notou-se uma ligeira melhoria no posicionamento dos nossos jogadores mas tanto Schjelderup como Aktürkoğlu não estavam a dividir o jogo como era desejável, os monegascos aproveitaram um bom ataque e empataram a eliminatória.

 

Lage constatou que a conversa no balneário não tinha sido suficiente para contrariar a equipa do Mónaco e fez entrar Amdouni e Dahl (mais uma vez a mostrar qualidade ao contrário do vaticinado por muitos) e o Benfica melhorou. Respondeu com ataques melhor construidos e sobretudo com maior pressão nas alas ofensivas.

 

Uma ligeira quebra física do Mónaco também foi visível pois o desgaste de uma pressão tão acentuada começou a notar-se na equipa, apesar das substituições.

 

Um claro penalti sobre Aursnes foi concretizado com sucesso por...Pavlidis e estávamos de nova na frente com o empate de 2-2 aos 76 min.

 

5 min. depois e numa bola lançada na frente, Ilenikhena ganha a meu ver a Otamendi com falta pois foi visível a extensão do braço direito a derrubar o nosso central.

 

Este na posse de bola, ataca a baliza e já dois ou três metros na área dispara forte e rasteiro num lance onde Trubin se tentásse defender com o pé esquerdo podia ter evitado, ao optar por cair para defender com as mãos foi traido pela velocidade da bola e rapidez do relvado quando esta toca no chão, antes de lhe escapar já com ele sobre a bola.

 

São erros de decisão normais em todos os guarda redes. Interessa é que a esmagadora maioria das decisões sejam as correctas assim como a execução dos gestos técnicos para ser um garda redes de um grande como é o internacional ucraniano do Benfica.

 

O que é certo é que o VAR holandês validou o lance não considerando a falta sobre Otamendi e estava tudo empatado com o 2-3.

 

Apenas 3 min. depois e com um milímetrico centro de Carreras, o Benfica faz o 3-3 com uma finalização após desmarcação na área de Kökçü. Excelente gesto técnico do turco, à nº 10.

 

Estava bem encaminhado e melhor estaria já nos descontos, se o VAR que repito era holandês e o mesmo do Benfica - Barcelona, não descobrisse após longa análise um toque na bola do defesa para considerar ilegítimo o penalti assinalado sobre Dahl de imediato.

 

O adversário bloqueia primeiro a passada de Dahl que tinha a posição ganha antes de raspar na bola mas é um lance de tal maneira minúcioso que admito que o árbitro principal chamado ao monitor nem tenha visto bem o lance e corrigido a sua própria decisão precipitadamente, confiando na competência do colega no VAR. Já tive oportunidade de ver o lance ao pormenor para estar certo do que afirmo, assim o tivesse feito o vídeo-árbitro.

 

Questiono o critério de muitos que dizem que rasteirar o adversário é faltoso mesmo quando se corta a bola e esta fica ao alcance do "avançado"...pois foi um caso destes, mesmo para os que prefiram ignorar que a perna é contactada antes do toque na bola.

 

Mas sem qualquer problema, desta vez o VAR não teve influência no desfecho pois apesar da esperança dada ao Mónaco, o Benfica controlou bem as operações, isto excepto um remate bloqueado com os nossos bem posicionados.

 

Até ao final dos excessivos 7min. dados de descontos que com esta paragem aos 91min. se transformaram em 9 e mais uns pozinhos estivemos muito bem.

 

Grande apoio à equipa durante um jogo muito emocionante, onde em dois momentos se ouviram alguns assobios dos mais exigentes ou medrosos, para quem tudo o que corre menos bem é incompetência, falta de vontade ou displicência.

 

Basta ver o que aconteceu nos outros jogos com equipas como o Bayern, Atalanta ou Milan para perceberem que o futebol é isto, sobretudo a este nível. Muitos fatores influenciam o decorrer do jogos e que sobretudo não defrontámos o pior Mónaco dos ultimos 50 anos assim como o Feyenord também claramente não era.

 

Lá obrigamos treinador do Mónaco a fazer a terceira queixa à UEFA sobre Pavlidis...perdão, sobre a arbitragem!

 

E Bruno Lage, como sempre bem na flash como na CI, respondeu à desculpa de sorte do treinador adversário com assertividade e profiláxia.

 

Bom sound bite o "quando eu ganho tenho sempre sorte", acrescento que quando não ganha é para muitos sempre incompetente. Mas o Lage está a contrariar muito bem a vontade de muitos de o minizarem mediaticamente.

 

 

 

CIRCUS MAXIMUS (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

 

Finalmente chegou a decisão final - passe o pleonasmo - do caso dos emails, não apenas sobre a divulgação de correspondência roubada mas para ver quase tudo o que foi feito, basta ter um conhecimento de leigo dos acordãos, onde os juízes não se coibiram a darem como provado e agora sem mais possibilidades de recurso.

 

Espero que a direcção do Benfica prossiga com a tentativa de ressarcimento dos danos, agora definitivamente provados como causados e inste tanto as instâncias desportivas como a CMVM a pronunciarem-se sobre este facto.

 

Espero também que comunique publicamente o quanto se regozija com esta decisão do Supremo Tribunal de Justiça e refira o que vai agora fazer.

 

Depois de inúmeras, foi a derradeira e legítima razão para o Sport Lisboa e Benfica não se ter pronunciado sobre o falecimento de um ex-dirigente, respeitando assim os benfiquistas todos e os que legítimamente sofrem com a perda de Pinto da Costa.

 

Uma institiuição como o Benfica é, tem de zelar pelos interesses dos seus associados e até adeptos, é essa a sua principal responsabilidade se excluirmos o cumprimento da lei que é óbvio e para tudo e todos.

 

Como não somos todos católicos, não vejo nenhuma razão para considerar desrespeitoso ou descortês, o silêncio da direcção, que cumpriu o seu dever institucional principal (zelar pelos nossos cumprindo as leis do país).

 

Muitos foram pressionados e ofendidos para mudarem a sua opinião acerca desta excelente decisão da direcção presidida por Rui Costa.

 

Já antes Bruno Lage ao afirmar "os meus sentimentos", foi pressionado a alongar-se sobre este tema pelos jornalistas.

 

Eu próprio, ao fazê-lo fui provocado e tentaram-me ofender a todo custo (não é felizmente nada fácil) por opiniões nas redes sociais que nem tinham nada a ver com o FCP, mas por simplesmente comentar o Benfica, evitei sair da posição respeitosa a todo custo apesar do que sei e penso sobre o falecido.

 

Valeu tudo para destilar o ódio manifesto e que se prolongou por dias até à derradeira -espero - tomada de posição de Vilas Boas. Este oficialmente comunicou que continuariam a ganhar dentro e fora de campo.

 

Aí está uma posição intitucional!

 

Assisti ao ataque a José Manuel Antunes, Jaime Cancela de Abreu e João Malheiro por defenderem o Benfica e sua postura digna nos respectivos programas de opinião desportiva. Quer de portistas assim como dos habituais ambivalentes. E faço ideia do que tiveram de passar tantos outros...

 

Ao contrário do que se propagandeia, Vilas Boas não traz nenhuma mudança ao desportivismo do seu clube com a bonita palavra "transparência", não foi agora que fez queixa ao Conselho de arbitragem por um lance em que, unanimemente um golo é bem invalidado e um panalti contra o FCP bem assinalado na mesma jogada depois da intervenção do VAR.

 

Eu próprio não acho o VAR acima da critica até aqui neste post o faço, distingo é quem critica o que está bem e com aparentes interesses pessoais subjacentes.

 

As criticas que Vilas Boas fez a Pinto da Costa durante a campanha confirmaram-se!

 

E ao contrário do que alguns tentam justificar, o ex-presidente não se limitou a fazer-se acompanhar deficientemente ou perdeu qualquer faculdade no últimos anos, a auditoria forense confirma-o, era muito pior do que já se supunha.

 

Os próprios sócios já após a auditoria forense ser conhecida tiveram a escolha nas suas mãos. Foi-lhes proposto a votação na assembleia geral de 18 de Janeiro deste ano o possível alargamento no passado do já auditado.

 

Optaram por impedir a iniciativa apesar de saberem que a probalidade dos actos que ocorrem em situação financeira muito dificil, é inferior ao contexto de fartura financeira anterior ao periodo já auditado.

 

A meu ver, depois de terem indicado a porta de saída ao Pinto da Costa com uma derrota esmagadora e até vexante, perceberam que não podiam ir até às ultimas consequências na defesa dos interesses do FCP e porquê.

 

Pinto da Costa no ultimo comunicado que fez, apesar de não se pronunciar sobre as razões que o levaram alegadamente a pagar férias a Madureira e amigos, pronunciou-se claramente sobre as despezas de representação e alegou desejar ter sido informado das ilegítimas pelas auditoras para o poder corrigir.

 

De seguida insinuou dizendo por outras palavras afinal ter conhecimento do que desconhecia e que Angelino Ferreira apresentou faturas depois da saída de adminstrador da SAD para esgotar o saldo que tinha sem especificar a data das referidas despesas e lançar a dúvida.

 

Percebo perfeitamente a decisão dos sócios do FCP em assembleia que a mim nada me diz respeito mas que foi de conhecimento público.

 

Não venham é tentar ensinar ao Benfica o que são deveres institucionais.

 

Podem perseguir os objectivos com os mesmos métodos de sempre, que as instituições não abdicarão de se defender e fazer valer os seus direitos.

 

 

 

Carrega Benfica!

 

 

17.02.25

Santa Clara 0 - Benfica 1 2º capítulo


Fernando Tomás

Ao contrario do que escrevi no primeiro post sobre este jogo, Florentino lesionou-se o que é de lamentar mas hoje saiu a notícia que Aursnes está perto do regresso, o que se saúda.

Acrescento que o jogo foi muito disputado devido a um relvado pesado e escorregadio, o que condicionou os jogadores de ambas as equipas na colocação dos apoios, prejudicando a colocação na execução técnica dos lances. Achei o jogo bem jogado no descrito contexto.

Se o fator campo foi para ambas as equipas, o critério na avaliação dos contactos não, já o mencionei e sobre a arbitragem vou sublinhar e expandir o que disse anteriormente na respectiva rubrica para o efeito.

No contexto que referi, a boa vitória conseguida revelou também algumas novidades no 11 inicial.

Vi uma boa exibição de Dahl na posição de Schjelderup e até na execução de bolas paradas mas ainda é cedo para opinar acerca da validade do sueco como alternativa a Carreras pois não foi testado a defender, excepto uns minutos finais na direita.

Sobre Belotti não deu para ver muito além de ser lutador e isso já se sabia.

Bruma, fez a diferença que é o que se espera e Leandro Santos esteve muito bem para a exigência do jogo.

Nas caras já conhecidas vi um jogo competente de todos onde destaco Carreras (um mártir de (Hélder Malheiro) e Leandro Barreiro esteve muito bem na posiçao 6.

Trubin esteve bem, não fez nada que não tenha vindo a fazer pois não considero azares, fatores relevantes na avalaliação global das suas exibições. 

É um valor seguro do plantel.

Depois dos jogos de SCP e FCP, confirma-se a goleada de 3 pontos obtida nos Açores.

 

CIRCUS MAXIMUS (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

No SCP - Arouca e Farense - FCP assistimos ao 1º golo escandalosamente validado pelo VAR, sendo que no caso do FCP até foi o único golo do jogo.

Do polémico golo do FCP, não fossem as reacções nas redes sociais em noite solene e suspeito que hoje nem notas de rodapé existiriam nos jornais desportivos.

Se de um lado os rivais do Benfica são beneficiados com erros claros e óbvios, o Benfica sofre uma arbitragem de Hélder Malheiro desastrosa na gestão dos contactos faltosos e nos legais, já o referi no post anterior e reforço a ideia. Arbitragens destas jamais serão consideradas polémicas, apesar do seu impacto no normal decorrer do jogo e dano da equidade na disputa do resultado, sobretudo quando os erros são quase sempre contra uma das equipas como foi o caso.

Uma nota também para o jogo do Benfica B, que foi mais um dos muitos jogos em campo inclinado, com um penalti contra nós incrível e com o jogo a ser dado como terminado a uns segundos do fim do tempo extra dado pelo árbito principal, quando tinhamos acabado de beneficiar de um pontapé de canto. Claro, não foi possível de o executar pois a pressa em acabar o jogo era muita.

Não percebo as muitas arbitragens desastrosas da equipa B, os jovens nem podem subir de divisão!!! Não vejo qual é o mal de competirem pelo título de campeão da 2ª Liga. Enfim...

Bem sei que o falecimento do presidente honorário do FCP rouba espaço mediático, podemos contudo esperar sentados que estes beneficios aos rivais sejam abordados, com a mesma sede de audiências como foram casos nos jogos do Benfica e muito menos a escandalosa transmissão televisiva da Sport tv, que nos Açores omitiu praticamente todas as repetições de decisões da equipa de arbitragem, em que o erro seria um possível  prejuizo do Benfica.

Pelo que ficou por demonstrar se os erros sequer existiram.

Foras de jogo, faltas potencialmente grosseiras...verificar para quê? Foi impossível aferir da legalidade dos contra ataques do Santa Clara.

Certamente ninguém vai questionar o tipo de canal, se é de clube ou não, quantas câmaras o jogo tinha e o que é que os clubes fizeram para regular o serviço do operador televisivo.

A noticia do fim de semana foi o falecimento de Pinto da Costa.

Muito se tem dito e muito têm sido pressionadas as figuras publicas para demonstrar sentimentos no sentido de "beatificar" o defunto.

Respeito o sentimento de toda a gente e como o fiz com todos que sentiram a sua perda, manifestei como Bruno Lage os meus sentimentos.

Não concordo é com a critica ao Sport Lisboa e Benfica de não ser digno (entre outros "elogios" semelhantes) ao não se pronunciar sobre a efeméride.

Os meus parabéns ao presidente e a todos os envolvidos na decisão de respeitar o falecido, os seus correlegionários, familiares, mas sobretudo por garantir que a vontade da esmagadora maioria dos sócios e adeptos do Benfica não é desrespeitada, por muita pressão que fosse exercida para que assim acontecesse.

O silencio institucional é a atitude adequada.

Ninguém está proibido de se manifestar a título individual, não vejo motivo para criticar a instituição. Quem o faz lá saberá a falta que lhe faz o solene reconhecimento da instituição Sport Lisboa e Benfica.

 

Amanhã temos uma segunda mão do playoff para disputar com o Mónaco que se quer ultrapassada com brio, à Benfica.

Carrega Benfica

 

 

16.02.25

Santa Clara 0 - Benfica 1


Fernando Tomás

Grande vitória!

Deste jogo em diante vou passar a publicar aqui a opinião ao jogo depois de concluida a jornada dos três grandes e respectiva análise do pós jogo, na qual vou incluir outras temáticas numa unica rubrica. Pelo que segunda feira voltarei ao jogo do Benfica nos Açores. 

Vou-lhe chamar Circus Maximus (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano), parece-me extremamente adequado para o pertinente comentário a arbitragem, eleições do Benfica, análise desportiva dos jornalistas e comentadores assim como outros temas mediáticos.

Agora quanto ao jogo:
Nem me costumo queixar muito das arbitragens mas hoje Hélder Malheiro fez-me lembrar o já retirado Paulo Costa da A F Porto, que tinha um estilo muito característico de não se enganar muito nos penaltis nem nas expulsões dos jogadores mas quanto aos amarelos e sobretudo na gestão do jogo faltoso (contactos), era um descalabro sempre em prejuízo do Benfica.
Permitia contacto extremo quando o Benfica estava por baixo do jogo e quando dominava claramente tinha um critério que não se vê nem no basquetebol.
E assim foi Malheiro, nos amarelos nem me posso queixar muito, porque assim como nos potenciais fora de jogo não tivemos direito a uma repetição da sport tv que fosse dos lances duvidosos mas nas faltas foi um descalabro.
Sempre a limitar o contacto físico dos nossos jogadores com faltas inexistentes e quando os nossos jogadores eram pressionados em falta ou não marcava ou chegou a assinalar falta ofensiva muito frequentemente.
O Carreras foi o principal mártir do Malheiro.
Um jogo muito difícil, de muitos duelos devido a um relvado pesado, escorregadio e competência do adversário.

Com maior eficácia e sem o factor Helder Malheiro que descrevi podia ter sido mais fácil. 

Muito positiva, a ausência de lesões num campo e desafio de alto risco nesse aspecto. 
Uma goleada de 3 pontos!
Carrega Benfica!

13.02.25

Champions League Mónaco 0 - Benfica 1


Fernando Tomás

Já se esperava um jogo intenso, Lage entre outras coisas desejou que a equipa tivesse "killer instinct".

Foi esse o único ponto negativo da eliminatória, com mentalidade assassina o Benfica estaria ainda melhor colocado, para a 2a mão jogada no conforto da catedral.

Contudo como se costuma dizer nestas ocasiões, vencer fora mesmo por um golo, antes do jogo quase todos os benfiquistas assinariam por baixo e são esses que interessa satisfazer. 

Os pontos altos foram uma intensidade elevada, muita luta e um jogo equilibrado até ao golo e sobretudo à expulsão de Al-Musrati a pedido do próprio. A partir daí o Benfica superiorizou-se claramente e ficou a dever um ou outro golo a mais, sobretudo à falta de eficácia mas também alguma sorte.

A oportunidade de Pavlidis onde encosta à figura do guarda redes e por pouco a bola não entra por entre as pernas é o melhor exemplo. 

Pontos baixos: Mais uma vez não vi qualquer problema na construção de jogo, vi sim um Mónaco muito competente a pressionar impedindo ataques mais contundentes e nos que existiram, muita ineficácia em passes até bastante acessíveis no último terço do campo adversário. O mesmo aconteceu com a finalização, a tal falta de killer instinct!

Em suma, muita competência defensiva, ausência de "casas" defensivas, bom dinamismo em todos os sectores, bom resultado, excelente golo de Pavlidis, chata lesão de Di Maria, boa notícia de Tomás Araújo, grande e atempada entrada de Leandro Barreiro, a sossegar os que temem o castigo de Florentino na 2a mão.

Mais uma vez o Benfica a demonstrar ser uma equipa muito competitiva, com muitas soluções no plantel que o treinador sabe rentabilizar e que não vai desistir de disputar nenhum título, troféu ou jogo no contexto claro de que os adversários também jogam. 

Carrega Benfica!

 

09.02.25

Benfica vs. Moreirense 3-2


Fernando Tomás

Mais uma "goleada de 3 pontos"!

Como com o Estrela da Amadora, o Benfica jogou para resolver cedo mas a ineficácia e algum azar não permitiu uma vitória fácil mas contudo merecida.

Um passe "suicída" de Carreras, no jogo anterior um penalti defendido pelo guarda redes impediram duas vitórias pela diferença de dois golos.

A única má notícia é a confirmação das lesões graves de Manu e Bah. Espera-se que regressem mais fortes pois da parte da equipa e graças a um plantel pleno de soluções para ultrapassar esta e outras contrariedades, tudo será feito para minimizar as suas ausências prolongadas.

A estratégia comunicacional de Lage está a funcionar. 

Ao envolver os adeptos na luta às campanhas de divisão do Benfica, ao pedir "para blindarem o estádio", sabe bem o que faz.

Não impede a crítica destrutiva pois até um pontapé de contentamento numa garrafa,  serviu para o atacar pela opinião especializada. Mas impede a falta de apoio à equipa durante os jogos, o assobio fácil dos próprios adeptos. 

Ontem contudo uma minoria e com o jogo a terminar com a margem mínima  tentaram fazer Trubin jogar de diferente forma. Aos adoradores de ópera e demais receosos, o guarda redes respondeu com um gesto de quem sabe o que está a fazer.

A famosa "saída de bola":

Bruno Lage explicou e a meu ver bem que podiamos ter feito melhor.  Mas ocasionalmente lançar longo, não permanentente pois estivemos bem nesse capítulo como temos estado. 

Uma equipa que não domine a saída de bola, não consegue ser competitiva com os adversários mais difíceis. Não é com os mais acessíveis que isso se manifesta. 

O problema para alguns é que ficam chateados devido às outras equipas também jogarem e neste caso o Moreirense foi muito eficaz na réplica.

Os erros devem-se evitar mas vão sempre existir e não podemos colocar tudo em causa, sobretudo valorizando a excepção que apenas confirma a regra.

Agora veremos no Mónaco se conseguimos também fazer melhor do que no último jogo, como fizemos com o Moreirense. 

Carrega Benfica!

08.02.25

Ainda o Sporting-Benfica e as campanhas...


Fernando Tomás

Depois do FCP-SCP, estou a gostar de ouvir as análises ontem e hoje dos comentadores!

Um jogo em tudo semelhante ao Sporting-Benfica com a diferença que o Benfica não marcou na 2a parte.

José Peseiro na SIC N (hoje às 9h40) coloca o dedo na ferida pois Rui Borges justifica de novo a exibição com quebra física ao intervalo...quebra física depois de descansar 15min na cabine?

E não é que de repente todos sabem analisar um jogo? Enfim, o habitual, marrar no Benfica dá muitas audiências como se prova com este exemplo flagrante! Até David Borges de repente vê os mesmos jogos que eu vejo...

Carrega Benfica! Abram os olhos benfiquistas!