Benfica 3 - Boavista 0
Foi um jogo muito entusiasmante, o que a seguir da obtenção dos 3 pontos é o mais importante para os benfiquistas.
A equipa contra um já previsivel debilitado Boavista não deixou de carregar no acelerador do principio ao fim, construindo muitas jogadas de golo - até cantado - e só alguma sorte do guarda redes e azar dos nossos jogadores impediu uma goleada das antigas.
31 remates dos quais 14 enquadrados explicam o ataque avassalador do Benfica.
Muito se falou na exibição estrondosa de Vaclik, não discordo que se tenha exibido a um nível muito alto mas muitas das defesas consideradas como muito boas, eu considero sorte por se encontrar no sítio previsível e as bolas irem precisamente ao seu encontro e serem perfeitamente defensáveis.
A maioria dos remates enquadrados foram executados "em força" e nestes a principal eficácia é precisamente visarem a baliza, a colocação destes face ao posicionamento do guarda redes é meramente uma questão aleatória a meu ver.
Vi uma defesa extraordinária de Vaclik quando defende um remate de Pavlidis por instinto, já depois do 2-0.
Várias boas exibições no Benfica com destaque para Bruma, Belotti, Kökçü, Carreras e Dahl.
Dahl que para mim teve a "maior nota artística" quando assiste Carerras de primeira aproveitando uma bola tensa ainda no ar e desmarcando o espanhol para o um cuzamento que Bruma não conseguiu desviar com sucesso para golo, por centímetros.
Jogada que merecia golo.
Desta vez os assobiadores guardaram o assobio que estou certo regressará em próximos jogos, quando a equipa ou algum jogador especificamente mais precisar do apoio de todos os adeptos.
Alguns não compreendem o total significado do nosso lema - E pluribus unum - isto para nem falar no efeito da contestação quando o que estes querem é mais e melhor.
A registar também uma pequena preocupação com a blindagem do balneário pois não compreendo, como se possa saber da inteligente titularidade de Samuel Soares, horas antes de divulgado publicamente o 11.
Se é para divulgar antecipadamente, que Bruno Lage o faça na conferência de imprensa de pré jogo, como o fez com Leandro Santos nos Açores.
Agora é "manter Belhotti carregado de Viagra" para o jogo com o Braga da Taça de Portugal que a equipa está bem e recomenda-se apesar das contrariedades.
CIRCUS MAXIMUS (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)
Entrevista polémica - não a meu ver que assisti na íntegra e com o devido desconto de se tratar de acto defensivo e de propaganda sportinguista como tem de ser - de Frederico Varandas despoletou a natural pressão adicional sobre a arbitragem que o presidente sportinguista diz querer erradicar assim como o critério díspar dos árbitros.
Algo possível de minimizar mas jamais de abolir, como confirmaram os erros de arbitragem, comunicados do SLB e FCP e contra-respostas que se seguiram.
Nem de propósito, no jogo com o AVS assistimos a uma autêntica revelação de meios à disposição do VAR e decisões muito polémicas.
Na ausência de esclarecimento da FPF que seria muito pertinente para esclarecer todos, ficámos a saber ser tudo normal pelos experts - do que lhes convém. As câmaras já existem à muito tempo - e ainda bem - e o fora de jogo no segundo golo do Sporting não pode ser analizado pelo VAR pois pertence a "outra jogada".
O mais hilariante e preocupante para mim é neste momento esclarecer como é possível sincronizar o mesmo frame entre duas ou mais câmaras com diferente performance - é muito rara a possibilidade - de registo de imagens por segundo e determinar o essencial.
O momento exacto do passe para colocar os referenciais de posicionamento no avançado e penúltimo defensor em diferentes fontes de imagem.
Já não é nada preocupante por estar habituado e conviver bem com isso, a conclusão que alguns opinadores profissionais retiraram da intervenção do VAR no lançe do segundo amarelo a Diomande. Um lance de possível força excessiva foi criticado por ser "completamente descabido", uma "Caixa de Pandora", uma "vingança por decisão anterior do árbitro principal", um "indesculpável precedente" e outros mimos à intervenção do VAR. Inclusive argumentando que o próprio Veríssimo decidiu como negligente quando antes criticaram ter "branqueado" a agressão do mesmo Diomande no penalti bem assinalado e alertado pelo VAR.
De repente uma intervenção passou a ser vista com intencionalidade "manhosa" ao contrário de todas as anteriores ou inúmeras ausências de intervenção do VAR também muito discutíveis em todo o historial do VAR.
Continua também a indignação pelo respeitoso silêncio institucional de Benfica e Sporting face ao falecimento de Pinto da Costa.
Sobre isto vou opinar uma última vez de forma séria e sem caricaturar de forma alguma, apesar de saber que será um assunto a motivar ainda muitas queixas, transparentes comunicados e até a vergonha eterna sentida por alguns.
Apesar do silêncio jamais poder ofender alguém.
Na minha e salvo melhor opinião, instituições como o Sport Lisboa e Benfica obedecem a prioridades na sua função institucional.
As duas primeiras são respectivamente o cumprimento da lei e de seguida a representatividade dos interesses e vontade da maioria dos seus sócios e adeptos.
Portugal e também o Benfica têm obrigações de laicidade embora tal não tenha parecido ser o caso no parlamento esta semana, na votação do voto de pesar, com uma única abstenção de um deputado eleito pelo círculo do Porto - adivinho-lhe futuras contrariedades pela corajosa posição. Não me revejo noutro sentido de voto que não a da respeitosa abstenção.
A posição institucional e não pessoal de Presidente da República, 1º Ministro e Presidente da AR muita conversa mereceriam.
Para os adeptos do Benfica que se sentem envergonhados com a posição do clube e preferem ignorar o pensamento da maioria e o descrito anteriormente, a CMTV fez um oportuno televoto que apesar da relevância destes não nos impede de concluir que a maioria dos que telefonaram - 75% a favor do silêncio e 25% contra - manifestaram o sentimento geral que se detecta nas conversas de rua e nas redes sociais sobre este tema.
Os 25% que votaram contra não serão certamente todos ou maioritariamente benfiquistas...
Os benfiquistas descontentes terão contudo à sua disposição na condição de associados e não sendo fazendo-se sócios para em oportuna assembleia geral, proporem à discussão a correcta posição institucional a tomar por parte do clube.
Aproveitam a ocasião e propõem o reatamento de relações institucionais com o FCP que foram decididas por sócios em AG serem cortadas e que têm de ser cumpridas pelos presidentes do clube.
Carrega Benfica!