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Benficatecomneve

Blogue sobre benfiquismo, tudo e mais alguma coisa. Pleno de sentido de humor e informação verificada.

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27.02.25

Benfica 1 - Braga 0 Taça de Portugal


Fernando Tomás

Futebol champanhe do Benfica durante praticamente 65 minutos.

Várias boas exibições e até de Samuel Soares, sobretudo com os pés pois não foi obrigado a mais graças á nossa competência defensiva e um par de remates transviados do Braga.

Uma das melhores primeiras partes deste ano da equipa.

A única oportunidade do Braga foi um cabeceamento de Račić, que passou a rasar o poste esquerdo de Samuel após o primeiro quarto de hora de jogo num canto.

O Benfica criou e desaproveitou imensas oportunidades de golo sobretudo por Pavlidis, Bruma, Aktürkoğlu.

Desperdiçámos as oportunidades de golo em pequenos pormenores, seja na assistência, posicionamento ou na finalização.

O jogo poderia perfeitamente ter ficado resolvido na 1ª parte com mais 3 ou 4 golos e pelo menos muito controlado antes do intervalo quando Kökçü e Bruma chegam atrasados a um golo cantado assistidos por um cruzamento de Carreras.

Temos de ser mais eficazes e ter mais sorte na finalização nos jogos com o "VARcelona".

Pavlidis foi mais uma vez decisivo - além de protagonizar uma das, senão a melhor exibição em campo - ao apontar o 1-0 aos 39 min (a mais um bom passe de Dahl) com um remate fulminante, forte e sem defesa, pois apesar de nem ser muito colocado, não foi á figura de Horníček e este nada pôde fazer. A tal sorte necessária nos remates executados em força pois quando são enquadrados já são executados de forma competente.

Um ou outro lance duvidoso mas que tanto João Pinheiro como o VAR Tiago Martins decidiram bem.

Mesmo uma suposta falta de António Silva (52 min) que divide muitas opiniões mesmo as "especializadas" e num corte com o pé alto de Otamendi (68 min) - ambos os lances no interior da área - este corta apenas a bola, pelo que mesmo os mais "aziados" podem apenas reclamar um livre indirecto por assinalar. Não me parece falta sequer, e como até prova em contrário não existiu contacto mas apenas um corte limpo, foi mais um lance bem decidido pelo juíz de campo.

Não gostei do livre perigoso com cartão amarelo para Otamendi mesmo a acabar o jogo (94 min) pois o capitão do Benfica nem falta fez.

As substituições de Bruma e Tomás Araújo por Belotti e Leandro Barreiro aos 66 min não resultaram muito bem, o Braga conseguia construir em ataque posicional apesar de não criar oportunidades, mas tal dominio territorial foi completamente controlado com a correcção - até para refrescar - aos 79 min, entraram Schjelderup e Amdouni para o lugar de Dahl e Pavlidis, regessando assim o Benfica à estratégia de apenas um 9.

Aos 92 min ainda entrou João Rêgo para o lugar do esgotado Aktürkoğlu, que talvez pudesse ter saído mais cedo.

Estamos nas meias finais e com um pé no Jamor em função do próximo adversário (com todo respeito pelo Tirsense).

Foi um jogo muito entusiasmante.

 

CIRCUS MAXIMUS   (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

 

Continua sem qualquer tomada de posição da parte da FPF a maior escandaleira do sistema de VAR (no jogo AVS - SCP) o qual defendo "com unhas e dentes".

 

Muito se opina sem falar no essencial e de tudo o que vi, a única excepção foi o comentário do Jaime Cancella de Abreu no programa em que participa na V+ (canal 18).

Muitos até com larga experiência no mundo do audiovisual confundem o acessório com o indespensável.

Não é a resolução das câmaras de aparente aplicação em CCTV que interessa muito para avaliar imagens paradas (frames) apesar de ser importante saber também a capacidade de resolução das mesmas.

O que é indispensável é saber da FPF qual a capacidade de recolha destas, ao nível de nº imagens por segundo (frame rate).

A avaliação dos foras de jogo por parte do VAR é uma das poucas tarefas objectivas, que não obedece a critério nenhum a não ser o cumprimento da lei, que é clara e sem margem para segundas interpretações (excepto no caso da avaliação do fora de jogo passivo ou activo de um jogador). E implica também a existência dos necessários meios técnicos.

Caso as ditas câmaras de CCTV possuam um frame rate inferior às que são utilizadas para estabelecer o momento do passe, só por mero acaso e muito mas mesmo muito improvávelmente será possível nas câmaras CCTV escolher a imagem correspondente (no mesmo instante temporal) para colocar os referenciais de posição do avançado e penúltimo defesa (isto negligenciando a dificuldade em colocar os ditos referenciais em imagens pouco nítidas pois implica a sua ampliação o que diminui a respectiva nitidez).

E o problema é que parece que dificilmente estas câmaras terão a mesma performance a este nível ou não se assistiria a um silêncio ensurdecedor há 4 dias, da parte da entidade que gere o sistema de VAR. A FPF.

Para brincar um pouco com o assunto, seria como se fosse aceitável ter dois radares de controlo de velocidade no espaço de 100 metros um do outro na auto estrada, uma viatura fosse detectada em excesso de velocidade no primeiro radar e no segundo já  cumprisse os limites de velocidade.

Quão ridículo seria se a 1ª transgressão fosse negligenciada e passasse incólume pelo cumprimento da lei detectado no segundo aparelho de medição de velocidade instantânea.

Pelo que estou a ver será melhor esperarmos sentados pela clarificação da FPF, já não bastava a eterna polémica em redor da escolha do frame no momento do passe, para o VAR avaliar o fora de jogo de forma indiscutível.

 

Agora temos todo o tempo para preparar o jogo com o "VARcelona" o melhor possivel e Bruno Lage já informou que Trubin será titular (para minha satisfação), apesar das garantias que a alternativa de Samuel oferece.

 

Carrega Benfica!

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