Benfica 0 - Barcelona 1 Oitavos de Final da Champion League / 1ª mão
Mais uma vez carregámos em cima deles, faltou a pontinha de sorte sempre necessária.
Boas exibições de parte a parte e resta a esperança de na 2ª mão tudo ser possível sem grande necessidade de fazer muito melhor, possívelmente com o contributo de Florentino para compensar a ausência de Carreras, que depois do amarelo de ontem, certamente será substituido por Dahl que mais uma vez confirmou todo o potencial que vem demonstrando.
O jogo começou com uma grande oportunidade de Aktürkoğlu para activar o marcador a nosso favor, esta foi muito bem defendida pelo Szczęsny, este que viria a prevalecer como um dos melhores em campo. Remate bem colocado a obrigar o guardião a uma estirada para evitar a entrada da bola ao segundo poste.
Aos 12min Trubin demonstrou toda a sua valia pois após roubo de bola a Kökçü graças a uma pressão impersionante do Barcelona, estes ao roubar a bola ainda em zona de construcção obrigam o ucraniano do Benfica a muito boa 1º intervenção e na recarga a magnífica defesa. A bola ainda ressaltou mas foi ter com Trubin que segurou fácil pela 3ª vez.
Foram as duas oportunidades flagrantes de golo para ambos, apesar das várias aproximações de parte a parte com o Barcelona em cima mas com o Benfica a responder bem em contra golpe e não só, até ao que foi o momento do jogo.
Aos 21min Pavlidis recebe uma bola ganha de cabeça no nosso meio campo após despejo de Szczęsny, enfrenta os centrais com a bola controlada e isola-se.
Quando ia para a baliza e já na imediação da grande área, Cubarsí tenta in extremis cortar a bola e derruba Pavlidis. Livre perigoso e expulsão do catalão.
O único verdadeiro momento de felicidade do Benfica no jogo pois este tentou cortar a bola e falhou de forma azarada e determinante para o curso do resto do jogo.
A partir daí assistimos a um sem nº de oportunidades falhadas, com remates enquadrados mas sempre defensáveis e um controlo absoluto do jogo.
O Barcelona já só ameaçava em contra ataques muito pontuais e bem defendidos pelos nossos jogadores.
Aos 57min entra Dahl para o lugar de Tomás Araújo e melhorou a profundidade na lateral direita mas eis que aos 61min, numa recuperação de bola da defesa o António Silva com opções mais conservadoras, arrisca um passe de primeira para Carreras que é interceptado por Raphinha, este ataca a grande área e num remate feliz - pois raspa na perna de Otamendi - bate Trubin sem hipóteses de defesa devido ao desvio no capitão do Benfica.
Aos 70min entram João Rego e Belotti para render Barreiro e Schjelderup, para tentar manobrar melhor nos espaços fechados em permanente ataque posicional, uma boa aposta de Bruno Lage mas a sina do desencontro com o interior da baliza continuava.
Aos 82min Belotti faz o árbitro assinalar um penálti a meu ver duvidoso (na repetição) pois parece mais o italiano a procurar o contacto do que o guarda redes a derrubá-lo, lance contudo anulado pelo VAR por fora de jogo tão milimétrico quanto indiscutível (não deviam ser câmaras de CCTV).
Aos 84min entram Arthur Cabral e Renato Sanches para refrescar Pavlidis e Kökçü, o Benfica continua a carregar com um Barcelona cada vez mais a aliviar todo o perigo como podia.
João Rego tem as duas últimas oportunidades mas não consegue finalizar, o Benfica beneficia de vários pontapés de canto seguidos uns atrás dos outros no final, mas a sorte nada queria connonsco e o Barcelona também foi muito competente a defender quando precisou.
Conclusão:
É futebol!
Carregámos em cima deles, faltou uma pontinha de sorte sempre necessária.
Na terça acredito que com a mesma postura mesmo 11 para 11 podemos ser felizes e mostrar pelo 3° jogo consecutivo, como se joga contra o actual melhor ataque europeu.
A ausência de Carreras devido a cartão amarelo vai certamente ser bem colmatada por Dahl e um possível regresso de Florentino seria muito bemvindo.
CIRCUS MAXIMUS: (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)
Pouca actividae paranormal no plano desportivo e da cobertura jornalística deste.
As habituais discussões sobre casos de arbitragem duvidosos, continua a ausência de esclarecimento da FPF a propósito das câmaras e meios utilizados para o VAR determinar os lances de fora de jogo e a aparente definitiva recuperação de Gyökeres (finalmente!) de uma "fadigazita", foram para mim os únicos destaques.
No plano político aconteceram uma sucessão de reuniões e declarações que foram feitas à medida do nome desta rúbrica.
Em Portugal nada de anormal mas nos Estados Unidos da América o presidente eleito há cerca de um mês e duas semanas, foi protagonista da catálise de uma mudança da ordem mundial.
Na sexta feira o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi recebido na Casa Branca por presidente e vice-presidente conterrâneo no que seria o prelúdio da declaração de retirada de apoio financeiro e militar à Ucrânia.
Resumindamente os dois chefes de estado supostamente aliados até aí, apresentaram-se na sala oval, perante transmissão em directo da conversa com duas caracteristicas dominantes a distingui-los.
Um Homem sem fato e um fato sem Homem!
Após o circo mediático o presidente americano fez constar a expulsão da comitiva ucraniana, a ameaça e posterior concretização da retirada do referido apoio financeiro e militar, informações secretas sobre a Rússia inclusive.
Não satisfeito, antes do seu discurso ao Congresso fez o Secretário da Defesa ordenar ao Pentágono a suspensão de todas as operações cibernéticas contra a Rússia.
Se na sexta assisti em diferido à cobertura da NBC News ao prelúdio na terça feira seguinte, fiquei acordado até de madrugada para assistir ao discurso ao Congresso em directo na CNN americana que prometia desenvolvimentos.
Há coisas que deviam ser proibidas de assistir a menores de 180 anos de idade.
Àquilo eu chamo-lhe uma dose cavalar de "entremeada de propaganda" de cerca de hora e meia.
Uma camada de pele, outra de gordura, uma de carne, um pouco de osso, mais uma gordurinha e carne de novo.
Fatia após fatia até completar a dose para satisfazer os mais gulosos.
Um resultado ou estatística falsa, seguido de um auto elogio e uma critica ofensiva aos seus antecessores, uma medida política utópica, e lá vai mais uma mentira, mais uma promessa de resultados inatingíveis e a terminar um evento a ridicularizar o trabalho da Fundação Make-A-Wish.
Esta sequência de método propagandístico foi repetida exaustivamente até à nausea, durante mais de uma hora e meia com a macacada repubicana em extâse a cada momento, aplaudindo até criar calo nas mãos e sempre de pé.
Já estar de pé ou manifestar o que fosse foi evidemente proibido deste o primeiro minuto para a oposição, pois mesmo antes de começar o discurso do presidente americano, o congressista democrata Al Green foi escoltado para fora da Câmara dos Representantes por se manifestar de pé durante menos de um minuto...mas como recusou a sentar-se apesar de estar em silêncio depois de avisado...
A condução dos trabalhos estáva assim garantida para "entremeada de propaganda".
O mais chocante "evento Make-A-Wish" foi o aproveitamento da história de resiliência de um menino com cancro, que apareceu fardado de policia por ser o seu maior sonho e foi nomeado e munido da respectiva carteira com a identificação de agente honorário dos serviços secretos.
Nada disto seria possível sem o grande recuperador da meritocracia que até cura, consagra e transforma em ouro tudo o que toca, um a um, todos os seres humanos do universo.
Excepto todos os sub-humanos que vai detectando segundo a sua intuição infalível e arredando dos previlégios mais absurdos como até quem morre á fome de ter ajuda alimentar completamente supérfula. Se for decretado como Woke - não confundir com a frigideira asiática - é o fim de linha com a única condicionante da constituição por enquanto...
Todos os acontecimentos que tiveram lugar entre sexta e terça feira, só lhes encontro paralelo com o registo imediatamente anterior de Hitler e que culminou com a queima de livros em 1933.
Nada disto resultou numa queima de livros de qualquer espécie a não ser a análise do sucedido no Congresso por parte da estação televisiva FOX, que tentou replicar a efeméride e continurá investida na deseducação da percepção dos americanos no futuro. Nada de novo aí.
A senadora democrata Elissa Slotkin fez uma declaração em nome do partido a iluminar o caminho aos americanos.
Espero que a tenham ouvido com atenção, pois foi brilhante e assim saibam actuar com as únicas armas - pacificas - que têm.
Tudo isto apenas pode ser percebido assistindo em imagens e som integrais pois nem a transcrição na íntegra, permite a percepção dos comportamentos que acompanharam as palavras.
O resultado disto foi a constatação por parte de todos - as excepções apenas confimam as regras - sem qualquer margem para dúvida, da mudança da ordem mundial e sobretudo a reacção dos cidadãos que acreditam na decência como condicionante da natural luta pelos interesse individuais e colectivos.
Nada mais será como dantes, os politicos europeus e não só, terão agora toda a margem política para fazer o que não foi feito por falta de apoio da maioria dos seus eleitores, que agora constataram o óbvio.
Foi uma vitória pífia da propaganda e com resultados completamente contraproducentes à desejada hegemonia e consagração.
Mas foi a maior nojeira a que assisti de que tenho memória.
Quando se pensa que o actual presidente do Estados Unidos não pode descer mais baixo ele faz jus ao seu sound bite "drill baby drill".
Espero não voltar a este tema nesta rúbrica que apesar do nome ser apropriado, é suposta ser bem mais divertida e apesar da oportunidade política que constituem estes acontecimentos, têm um sofrimento implícito de tantos que jamais poderá ser considerado positivo em geral.
Mudando de assunto, sábado interessa ganhar na Luz ao Nacional.
Carrega Benfica!