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Benficatecomneve

Blogue sobre benfiquismo, tudo e mais alguma coisa. Pleno de sentido de humor e informação verificada.

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19.02.25

Benfica 3 - Mónaco 3 Champions League


Fernando Tomás

Um empate com sabor a vitória que vale o merecido apuramento para os oitavos de final, com todo o prestigio, encaixe financeiro, valorização de activos e confiança que representa para a Benfica SAD.

 

O clube mais um ano voa bem alto na Champions League e a receita já vai em 71,4 Milhões, os rankings oficiais não são por acaso.

 

Foi um jogo inicialmente muito centrado nos duelos individuais e com a pressão monegasca a fazer-se sentir desde o 1º minuto, pois mostraram-se mais fortes nas disputas de bola mas também na organização defensiva.

 

Podiamos ter sido mais eficazes no domínio do passe mas a superioridade do factor físico do adversário fez a diferença.

 

A equipa do Benfica lutou todo o jogo para manter o apuramento vivo e apesar de todas as reviravoltas no resultado, nunca se "encontrou eliminada" e na maior parte do tempo de jogo esteve inclusive "apurada".

 

O Benfica faz o 1-0 aos 22 min., numa boa recuperação de bola e cruzamento para a área onde apareceu Aktürkoğlu a faturar. Destaco o trabalho de de Pavlidis na esquerda que perante 2 adversários não podendo finalizar, iludiu ambos e assistiu primorosamente o Harry Potter.

 

O Mónaco não se foi abaixo e ripostou, dois jogadores adversários exibiam-se a um nível muito alto, o Ben Seghir e Akliouche e desta vez marcaram com um remate traicoeiro para Trubin a entrar entre ele e o 1º poste.

 

E assim terminou a 1ª parte, 1-1 no resultado, com superioridade do Mónaco, sobretudo no meio campo e com o Benfica a ter de fazer mais no segundo tempo para garantir o sucesso na eliminatória.

 

Depois do intervalo notou-se uma ligeira melhoria no posicionamento dos nossos jogadores mas tanto Schjelderup como Aktürkoğlu não estavam a dividir o jogo como era desejável, os monegascos aproveitaram um bom ataque e empataram a eliminatória.

 

Lage constatou que a conversa no balneário não tinha sido suficiente para contrariar a equipa do Mónaco e fez entrar Amdouni e Dahl (mais uma vez a mostrar qualidade ao contrário do vaticinado por muitos) e o Benfica melhorou. Respondeu com ataques melhor construidos e sobretudo com maior pressão nas alas ofensivas.

 

Uma ligeira quebra física do Mónaco também foi visível pois o desgaste de uma pressão tão acentuada começou a notar-se na equipa, apesar das substituições.

 

Um claro penalti sobre Aursnes foi concretizado com sucesso por...Pavlidis e estávamos de nova na frente com o empate de 2-2 aos 76 min.

 

5 min. depois e numa bola lançada na frente, Ilenikhena ganha a meu ver a Otamendi com falta pois foi visível a extensão do braço direito a derrubar o nosso central.

 

Este na posse de bola, ataca a baliza e já dois ou três metros na área dispara forte e rasteiro num lance onde Trubin se tentásse defender com o pé esquerdo podia ter evitado, ao optar por cair para defender com as mãos foi traido pela velocidade da bola e rapidez do relvado quando esta toca no chão, antes de lhe escapar já com ele sobre a bola.

 

São erros de decisão normais em todos os guarda redes. Interessa é que a esmagadora maioria das decisões sejam as correctas assim como a execução dos gestos técnicos para ser um garda redes de um grande como é o internacional ucraniano do Benfica.

 

O que é certo é que o VAR holandês validou o lance não considerando a falta sobre Otamendi e estava tudo empatado com o 2-3.

 

Apenas 3 min. depois e com um milímetrico centro de Carreras, o Benfica faz o 3-3 com uma finalização após desmarcação na área de Kökçü. Excelente gesto técnico do turco, à nº 10.

 

Estava bem encaminhado e melhor estaria já nos descontos, se o VAR que repito era holandês e o mesmo do Benfica - Barcelona, não descobrisse após longa análise um toque na bola do defesa para considerar ilegítimo o penalti assinalado sobre Dahl de imediato.

 

O adversário bloqueia primeiro a passada de Dahl que tinha a posição ganha antes de raspar na bola mas é um lance de tal maneira minúcioso que admito que o árbitro principal chamado ao monitor nem tenha visto bem o lance e corrigido a sua própria decisão precipitadamente, confiando na competência do colega no VAR. Já tive oportunidade de ver o lance ao pormenor para estar certo do que afirmo, assim o tivesse feito o vídeo-árbitro.

 

Questiono o critério de muitos que dizem que rasteirar o adversário é faltoso mesmo quando se corta a bola e esta fica ao alcance do "avançado"...pois foi um caso destes, mesmo para os que prefiram ignorar que a perna é contactada antes do toque na bola.

 

Mas sem qualquer problema, desta vez o VAR não teve influência no desfecho pois apesar da esperança dada ao Mónaco, o Benfica controlou bem as operações, isto excepto um remate bloqueado com os nossos bem posicionados.

 

Até ao final dos excessivos 7min. dados de descontos que com esta paragem aos 91min. se transformaram em 9 e mais uns pozinhos estivemos muito bem.

 

Grande apoio à equipa durante um jogo muito emocionante, onde em dois momentos se ouviram alguns assobios dos mais exigentes ou medrosos, para quem tudo o que corre menos bem é incompetência, falta de vontade ou displicência.

 

Basta ver o que aconteceu nos outros jogos com equipas como o Bayern, Atalanta ou Milan para perceberem que o futebol é isto, sobretudo a este nível. Muitos fatores influenciam o decorrer do jogos e que sobretudo não defrontámos o pior Mónaco dos ultimos 50 anos assim como o Feyenord também claramente não era.

 

Lá obrigamos treinador do Mónaco a fazer a terceira queixa à UEFA sobre Pavlidis...perdão, sobre a arbitragem!

 

E Bruno Lage, como sempre bem na flash como na CI, respondeu à desculpa de sorte do treinador adversário com assertividade e profiláxia.

 

Bom sound bite o "quando eu ganho tenho sempre sorte", acrescento que quando não ganha é para muitos sempre incompetente. Mas o Lage está a contrariar muito bem a vontade de muitos de o minizarem mediaticamente.

 

 

 

CIRCUS MAXIMUS (https://pt.dorit-meir.com/historia-do-circo-maximo-romano)

 

Finalmente chegou a decisão final - passe o pleonasmo - do caso dos emails, não apenas sobre a divulgação de correspondência roubada mas para ver quase tudo o que foi feito, basta ter um conhecimento de leigo dos acordãos, onde os juízes não se coibiram a darem como provado e agora sem mais possibilidades de recurso.

 

Espero que a direcção do Benfica prossiga com a tentativa de ressarcimento dos danos, agora definitivamente provados como causados e inste tanto as instâncias desportivas como a CMVM a pronunciarem-se sobre este facto.

 

Espero também que comunique publicamente o quanto se regozija com esta decisão do Supremo Tribunal de Justiça e refira o que vai agora fazer.

 

Depois de inúmeras, foi a derradeira e legítima razão para o Sport Lisboa e Benfica não se ter pronunciado sobre o falecimento de um ex-dirigente, respeitando assim os benfiquistas todos e os que legítimamente sofrem com a perda de Pinto da Costa.

 

Uma institiuição como o Benfica é, tem de zelar pelos interesses dos seus associados e até adeptos, é essa a sua principal responsabilidade se excluirmos o cumprimento da lei que é óbvio e para tudo e todos.

 

Como não somos todos católicos, não vejo nenhuma razão para considerar desrespeitoso ou descortês, o silêncio da direcção, que cumpriu o seu dever institucional principal (zelar pelos nossos cumprindo as leis do país).

 

Muitos foram pressionados e ofendidos para mudarem a sua opinião acerca desta excelente decisão da direcção presidida por Rui Costa.

 

Já antes Bruno Lage ao afirmar "os meus sentimentos", foi pressionado a alongar-se sobre este tema pelos jornalistas.

 

Eu próprio, ao fazê-lo fui provocado e tentaram-me ofender a todo custo (não é felizmente nada fácil) por opiniões nas redes sociais que nem tinham nada a ver com o FCP, mas por simplesmente comentar o Benfica, evitei sair da posição respeitosa a todo custo apesar do que sei e penso sobre o falecido.

 

Valeu tudo para destilar o ódio manifesto e que se prolongou por dias até à derradeira -espero - tomada de posição de Vilas Boas. Este oficialmente comunicou que continuariam a ganhar dentro e fora de campo.

 

Aí está uma posição intitucional!

 

Assisti ao ataque a José Manuel Antunes, Jaime Cancela de Abreu e João Malheiro por defenderem o Benfica e sua postura digna nos respectivos programas de opinião desportiva. Quer de portistas assim como dos habituais ambivalentes. E faço ideia do que tiveram de passar tantos outros...

 

Ao contrário do que se propagandeia, Vilas Boas não traz nenhuma mudança ao desportivismo do seu clube com a bonita palavra "transparência", não foi agora que fez queixa ao Conselho de arbitragem por um lance em que, unanimemente um golo é bem invalidado e um panalti contra o FCP bem assinalado na mesma jogada depois da intervenção do VAR.

 

Eu próprio não acho o VAR acima da critica até aqui neste post o faço, distingo é quem critica o que está bem e com aparentes interesses pessoais subjacentes.

 

As criticas que Vilas Boas fez a Pinto da Costa durante a campanha confirmaram-se!

 

E ao contrário do que alguns tentam justificar, o ex-presidente não se limitou a fazer-se acompanhar deficientemente ou perdeu qualquer faculdade no últimos anos, a auditoria forense confirma-o, era muito pior do que já se supunha.

 

Os próprios sócios já após a auditoria forense ser conhecida tiveram a escolha nas suas mãos. Foi-lhes proposto a votação na assembleia geral de 18 de Janeiro deste ano o possível alargamento no passado do já auditado.

 

Optaram por impedir a iniciativa apesar de saberem que a probalidade dos actos que ocorrem em situação financeira muito dificil, é inferior ao contexto de fartura financeira anterior ao periodo já auditado.

 

A meu ver, depois de terem indicado a porta de saída ao Pinto da Costa com uma derrota esmagadora e até vexante, perceberam que não podiam ir até às ultimas consequências na defesa dos interesses do FCP e porquê.

 

Pinto da Costa no ultimo comunicado que fez, apesar de não se pronunciar sobre as razões que o levaram alegadamente a pagar férias a Madureira e amigos, pronunciou-se claramente sobre as despezas de representação e alegou desejar ter sido informado das ilegítimas pelas auditoras para o poder corrigir.

 

De seguida insinuou dizendo por outras palavras afinal ter conhecimento do que desconhecia e que Angelino Ferreira apresentou faturas depois da saída de adminstrador da SAD para esgotar o saldo que tinha sem especificar a data das referidas despesas e lançar a dúvida.

 

Percebo perfeitamente a decisão dos sócios do FCP em assembleia que a mim nada me diz respeito mas que foi de conhecimento público.

 

Não venham é tentar ensinar ao Benfica o que são deveres institucionais.

 

Podem perseguir os objectivos com os mesmos métodos de sempre, que as instituições não abdicarão de se defender e fazer valer os seus direitos.

 

 

 

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